sexta-feira, 25 de março de 2022

Sentada numa cadeira de plástico, à espera de livros... O dia de ontem.


Sentada numa cadeira de plástico, à espera de livros, entrego Neuronito (meu único e último neurônio funcional) à tentativa de entender a diferença entre lógica formal e retórica, sob uma óptica semântica. Estou um bagaço, literalmente acabada. O dia de ontem, ahhh, o dia de ontem... O dia de ontem foi "demais" até para os meus padrões de dificilmente cansar. Olho a tela do computador, tentando que o olhar, enquanto verbo, enquanto ação, se aproxime do ver e do entender. Serei uma idosa 100% ortopédica e faço, desde ontem e agora, totalmente jus à inevitabilidade de uma cadeira de rodas e de uma bengala. Eu deveria ter ido ao Shopping Teresina ontem, sonho 24h com um pastel de camarão; não deu. Penso na argumentação, "folheio" digitalmente as notícias, o planeta Terra, cada vez mais, paga muito caro e irreversivelmente por um único erro, o último dos erros em registro.